Sunday, June 27, 2010

Proposta

A proposta do TCC é desenvolver habitação popular sustentável na Tapera. Embora o foco seja na arquitetura do projeto, as questões do bairro foram estudadas e diversas propostas serão feitas concernentes ao bairro como um todo, buscando dar melhor qualidade de vida a todos e deixando o bairro em maior harmonia com a natureza.
Das áreas alagáveis será removida parte da população, dando um novo tratamento à área, com uma grande área permeável que permita a movimentação natural da água que existe(existia) no local, e evitando que as casas que permanecem alaguem.
Propõe-se também a abertura de outras ruas no sentido Norte-Sul, melhorando as conexões dentro do bairro.
Busca-se também o estabelecimento de um centro para o bairro, cujo local ainda não foi definido.
É proposto também um parque linear na porção sul do bairro, que servirá de respiro e transição entre o bairro atual e o loteamento que ali será implantado. Esse parque seria possível devido ao fato de o proprietário ser obrigado a destinar áreas públicas e verdes à população. Nessa área propõe-se um espaço para festas comunitárias, campinhos de futebol, quadras poliesportivas, quiosques para churrasqueiras, academia da terceira idade além de pista para caminhada e ciclovia, que também se estenderiam pela atual rua do juca e rua dos pardais (que receberiam um alargamento para o respiro da maré, como descrito acima), e fecharia o ciclo através de uma das novas ruas Norte-Sul no meio do bairro.
Outra proposta seria a mudança dos limites da Base aérea, uma vez que atualmente a escola e a igreja histórica do bairro encontram-se dentro desses limites. Além desses equipamentos há também o acesso à praia naquele trecho, liberando mais uma área de lazer.
Quanto ao CEFA, propõe-se uma parceria entre celesc e prefeitura, dividindos os custos de manutenção e permitindo o uso do local pela população.

Para quem

O projeto desenvolvido pela secretaria de habitação é destinado a abrigar pessoas que sofreram com as enxurradas de 2008 e 2009. No meu projeto, além dessa população, parte das moradias serão destinadas aos moradores do bairro que se encontram em situação de risco. Há um grande número de pessoas que atualmente ocupam uma área que sofre periodicamente com enchentes, que devido ao lançamento dos esgotos in natura no rio e às valas de esgoto à céu aberto, são grandes causadoras de doenças.
Essa população a que se destina o projeto são então, pessoas que viveram em situação precária até o momento, muito provavelmente por falta de opção.
Entre os objetivos do projeto pretende-se fomentar a integração dessas pessoas com o bairro, além de prover oportunidades de geração de renda.
Devido às situações que sofreram, uma das coisas que o projeto deve proporcionar é segurança, de preferência de maneira bem aparente, para afetar não somente a qualidade de vida do ponto físico, mas também do ponto de vista psicológico.
Outra característica da população vinda do próprio bairro da Tapera (segundo a agente de saúde Rose) é ser uma população bem jovem. Muitas crianças e jovens adultos, pouquíssimos idosos. Isso também deve ser considerado no projeto, destinando áreas específicas para o desenvolvimento saudável dessas crianças.

Saturday, June 26, 2010

Apresentação

Para imagens da área, um pouco dos conceitos e etc, veja também:
http://prezi.com/pvbvzetjsd9y/tcc-bruna/

Onde - Versão 2

O local escolhido para o projeto foi um terreno da Tapera, visto que a secretaria de habitação está no momento desenvolvendo um projeto para a área.
A Tapera teve o início da sua ocupação por volta dos anos 70, havendo um boom de expansão levando à ocupação como se observa atualmente entre os anos 70 e 94 (como pode ser observado nas ortofotocartas da Ilha de Santa Catarina). Segundo a agente de saúde do bairro, dona Rose, grande parte dessa ocupação se deu pelas pessoas atraídas para a Ilha para trabalhar na construção civil durante o boom da região Norte da mesma.
O bairro atualmente se encontra desconectado do restante da Ilha, sendo cercado na porção Oeste, Norte e Leste por instituições (FAB, FAB e UFSC e CEFA (Centro de treinamento da Celesc), o que dificulta o acesso do bairro ao centro e aos bairros vizinhos. Por isso ele acaba sendo invísivel paraa grande maioria da população da cidade, que não o vê a não ser que se dirija especificamente a ele.
Por outro lado, a grande população do bairro (cuja estimativa da agente de saúde diz ser de 20mil habitantes) e o grande número de votos da mesma a torna alvo de campanha durante o período eleitoral, quando a mesma houve muitas promessas que acabarão por não serem cumpridas, uma vez que as obras feitas lá não são vistas pelo restante da população e não trazem mais votos.
A área ocupada pelo bairro é de aproximadamente 1,1km², e sua ocupação iniciou pela parte mais alta do mesmo. Nessa região encontra-se a população mais antiga, o maior número de manezinhos e as casas de um padrão melhor (fonte: observações e comentários de pessoas do bairro). A rua norte-sul que se encontra nesse ponto é conhecida como barreira, devido ao antigo monte de barro que ali se encontrava e que foi utilizado em grande parte para o aterro da parte mais baixa do bairro, onde a população mais recente foi se estabelecendo. Essa parte mais baixa sofre sérios problemas devido às cotas baixas, os alagamentos são frequentes. A rua norte-sul que se encontra nessa área é conhecida como rua do juca, onde havia um rio que se tornou o local para despejo dos dejetos, e há um ano foi canalizado e coberto no trecho com ocupação, se tornando uma larga calçada. Embora isso tenha auxiliado na redução dos alagamentos, segundo moradores a canalização do mesmo aumentou seu nível impedindo que o esgoto "desça".
Essas duas ruas norte-sul mencionadas são onde se encontra a maior parte dos comércios e serviços do bairro, sendo, consequentemente as mais movimentadas do bairro.
Os serviços oferecidos no bairro são insuficientes para o tamanho da população do mesmo. Há apenas um posto de saúde, com poucos recursos, faltam vagas em creches, e há apenas um colégio.
Há também no bairro uma espécie de "praia privatizada", num trecho onde as casas acabam por impedir o acesso de terceiros à praia. Essas casa são de veraneio e de uma classe de renda mais elevada. Para a população em geral o acesso à praia se dá por apenas uma rua, e a praia a que se tem acesso é bem pequena. Essa pequena praia é a única área de lazer do bairro, que já não tem áreas públicas, muito menos verdes e/ou de lazer.
O terreno de implantação do projeto se encontra num local com cota mais alta (alta para o geral do bairro), próximo à "barreira", não sendo inundável.